GRANDES GRUPOS DE CASSINOS INTERNACIONAIS QUEREM INVESTIR EM SÃO PAULO
28Jun

GRANDES GRUPOS DE CASSINOS INTERNACIONAIS QUEREM INVESTIR EM SÃO PAULO

“Grandes grupos de cassinos internacionais querem investir em São Paulo”

(Exclusivo GMB) - O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do estado de São Paulo (ABIH-SP) e palestrante do próximo BGC 2017, admite o forte interesse de investidores estrangeiros e locais em desenvolver negócios se o jogo for legalizado no Brasil. “Um hotel-cassino pode ter até 5 empregados por habitação e gerar mais empregos”, disse Omori.

BRUNO OMORI, PRESIDENTE DA ABIH-SP

“Grandes grupos de cassinos internacionais querem investir em São Paulo”

(Exclusivo GMB) - O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do estado de São Paulo (ABIH-SP) e palestrante do próximo BGC 2017, admite o forte interesse de investidores estrangeiros e locais em desenvolver negócios se o jogo for legalizado no Brasil. “Um hotel-cassino pode ter até 5 empregados por habitação e gerar mais empregos”, disse Omori.

“Grandes grupos de cassinos internacionais querem investir em São Paulo”

GMB - Você participou da última edição do BGC em novembro de 2016. Qual a sua opinião sobre evento e qual a expectativa para sua participação e para o evento deste ano? 
Bruno Omori - O evento BCG apresentou ótimos painéis sobre temas estratégicos da regulamentação dos Jogos no Brasil, desde a promoção do turismo Brasileiro, da legislação, dos investidores, da tributação e diversos aspectos do aumento de faturamento, arrecadação e impostos que o segmento de jogo pode trazer para o Brasil. Foi excelente ter sido um dos palestrantes na edição anterior e ser convidado para ser palestrante nesta nova edição em 2017, trouxe vários contatos de networking, conhecimento do mercado de jogos e possibilidade de novos negócios.

A ABIH/SP já se declarou anteriormente favorável a legalização dos jogos. O que a associação projeta como efeito positivo da legalização para o setor de hotelaria? Quais novos negócios ligados a hotéis-cassinos podem surgir após a legalização, considerando novos empreendedores que se interessem pela atividade?
A regulamentação do Jogo e mais especificamente dos Cassinos cria oportunidades de atração de investimento internacional, renovação do parque hoteleiro, aumento de postos de trabalho atuais e de novas funções, divulgação e fortalecimento de destinos turísticos com o mercado nacional e internacional. Dentre os novos negócios podemos destacar a criação de novos pontos de vendas com os jogos, entretenimento, merchandising, eventos diferenciados ligados ao mercado de incentivo e entretenimento. 

Qual a expectativa da ABIH/SP com relação à geração de empregos? Quais seriam as funções que gerariam mais vagas e como preparar os novos profissionais para esses postos?
Se pegarmos um hotel econômico, hoje temos 0,3 a 0,4 colaboradores por Uh (unidade habitacional), em hotéis midscale fica entre 0,5 a 0,7 colaboradores por UH e em hotéis de up-scale e luxo de 0,8 a 1,5. Projetamos que em um Cassino esta relação pode chegar a até 5 colaboradores por Uh; não somente pelo jogo, mas, pelo entretenimento, melhoria na gastronomia e eventos/congressos que serão agregados à estrutura. Postos como segurança, controlers, profissionais de A&b, músicos, artistas, hostellers, serão acrescidos da demanda atual e novos postos como crupiê, fiscais de salão, gerentes de jogos serão criados. A ABIH-SP tem diversas parcerias com instituições de qualificação como a FIPE, HOTEC, SENAC, MACKENZIE, além de parcerias com órgãos internacionais como OMT e IH&RA e está sempre disposta de ampliar este leque para treinar com qualidade os profissionais de hotelaria e turismo.

Como a ABIH/SP tem acompanhado o processo de legalização dos jogos? Entre os projetos em tramitação no congresso qual traria mais retorno a hoteleiro? 
A ABIH-SP participa diretamente de todas as discussões com a parceria, por exemplo, com a Frente Parlamentar Mista de Turismo que é presida pelo Deputado Herculano Passos, participando de Audiências Públicas promovidas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal e com articulações com o Poder Executivo nos âmbitos Municipal, Estadual e Federal. Do ponto de vista de retorno, acreditamos que tanto o Hotel/Cassino como o Cassino/Hotel, serão interessantes e estratégicos para desenvolver o destino, potencializar o turismo seccional, estadual e nacional. Do ponto de vista de localização/concessão acredito que será necessário chegar a um meio termo das possibilidades olhando o potencial turístico e capacidade de desenvolvimento de cada Estado.

Existe a expectativa que São Paulo seja o estado que possa receber um número maior de resorts-cassinos. Quais regiões do estado têm mais condições de receber resorts-cassino? Porque o estado tem atraído maior interesse desses possíveis investidores? 
O Estado de São Paulo tem mais de 40 milhões de habitantes, representa mais de 30% do PIB do Brasil, das 20 melhores rodovias do país 19 estão em SP, tem 3 aeroportos de grande porte, possui 70 estâncias turísticas, tem previsão de chegada de 140 municípios de interesse turístico, além da Capital, que agrega a melhor oferta hoteleira, gastronômica e cultural da América do Sul. Portanto temos o potencial de receber Cassinos e os Jogos em todas as Regiões Administrativas ou Circuitos Turísticos do Estado por que teremos demanda interna, capacidade técnica e de logística para receber a demanda externa com a mesma qualidade.

O empresário Sheldon Adelson, do Grupo Sands e Jan Jones do Caesars apresentaram grandes projetos para São Paulo durante suas viagens ao Brasil. O que você sabe sobre esses projetos e qual sua opinião sobre eles? Existem outros grupos internacionais que desejam investir e construir resorts cassino em São Paulo? 
Acredito que os projetos, tanto do Grupo Sands, quanto o do Caesars, serão se consolidados como grandes indutores de eventos e turistas nacionais e internacionais fortalecendo o destino. Confirmo que existem grupos de fundos de investimento Internacionais e Nacionais que podem investir tanto em SP como em outros Estados/destinos do Brasil como, por exemplo, no Espírito Santo, onde estive recentemente, com uma visão no mercado local, estadual, nacional e internacional. Como em todo projeto hoteleiro/turístico de destino, alguns fatores são estratégicos como: um Plano Diretor de Turismo dos Municípios (planejamento do turismo para os próximos 4 à 20 anos), um ótimo estudo de viabilidade econômica, parcerias com grupos econômicos e o poder público.

Você acha que o Brasil pode vir a ter uma região como a de Las Vegas em alguma cidade? Acredito que no Brasil o melhor seria que ao invés de criar uma região única de jogos, deve-se trabalhar no fortalecimento dos destinos e circuitos turísticos em todo Brasil, integrando todo o trade turístico com a criação de políticas públicas de desenvolvimento do turismo como fator de desenvolvimento econômico e social, como é realizado na França com 82 milhões de turistas internacionais, na Espanha com €200 milhões em divulgação do turismo, nos EUA com faturamento de US$204 bilhões em divisas com turismo internacional ou mesmo o México que já teve nos anos 90 perto de 4 milhões de turistas internacionais, como o Brasil, e hoje tem mais de 33 milhões.

Você já declarou em outras entrevistas que com a legalização será possível chegar ao número de 12 milhões de turistas. Qual o perfil desse turista que chegaria ao Brasil com a regulação dos jogos? Qual a participação do turismo interno nesse cenário? 
Hoje o nosso mercado interno ultrapassa os 65 milhões de turistas Brasileiros viajando dentro do país com projeções e potencial de chegar próximo a 90 milhões nos próximos anos. No turismo internacional, hoje recebemos 6,6 milhões de turistas estrangeiros e se a Embratur se transformar numa agência com recursos, como é a APEX por exemplo, com um planejamento estratégico e gestão profissional como o Presidente atual, Vinicius Lummertz, almeja; podemos chegar aos 12 milhões de turistas internacionais nos próximos 10 anos. A regulamentação dos jogos pode antecipar esta projeção ou mesmo potencializar o crescimento para patamares similares ao de cases de sucessos que citei anteriormente, principalmente, se o poder executivo tiver uma integração maior com o trade turístico e tratar o turismo como fator de desenvolvimento de emprego, renda, econômico e social, no país com o maior potencial de recursos naturais do planeta.

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