22Abr

Presidente da ABIH garante sucesso no Turismo de SP com a Copa do Mundo

 

Terça-feira, 7 de janeiro de 2014

 

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) do Estado de São Paulo, Bruno Omori, não nega ser um grande defensor da Copa do Mundo de 2014. Ele acredita que o campeonato Mundial será um marco para o Brasil e deixará um grande legado em questões de economia, infraestrutura e principalmente, turismo.

 

Omori recebeu a reportagem do Metrô News na sede do Instituto de Desenvolvimento Turismo, Cultura, Esporte e Meio Ambiente. Em quase uma hora de conversa ele, que é formado em administração pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie e pós-graduado em turismo, entretenimento e hotelaria na Fundação Getúlio Vargas (FGV), falou da alta capacidade da rede hoteleira do Estado de São Paulo, do grande número de turistas que virão ao Brasil, da alta receita que será gerada e até da segurança durante o Mundial. Confira:

 

Futebol e um pouco mais: Você acredita que a estrutura dos hotéis foi muito vantajosa para que a Copa do Mundo fosse realizada no Brasil?

 

Bruno Omori: Com certeza. É um dos fatores primordiais para a FIFA. Ter uma capacidade hoteleira instalada, principalmente em relação a qualidade e quantidade, porque é um evento que, na Copa da Africa recebeu em torno de 320 a 330 mil pessoas estrangeiras. Na Copa da Alemanha recebeu quase 2 milhões de estrangeiros. Então existe a necessidade de ter uma boa oferta hoteleira para poder receber sim.

 

Quantas pessoas o Brasil receberá nessa época?

 

Pelos estudos preliminares que foram feitos, contava-se 600 mil turistas estrangeiros, que ficam em média 10 dias no Brasil. No entanto, nunca em uma Copa do Mundo se teve tanta procura por ingresso, claro por parte dos brasileiros, por ser o país do futebol, mas nos estamos falando de mais de 25 milhões de ingressos que já foram procurados no site da FIFA. Desses, 10 % são estrangeiros. 10% de 25 milhões são 2,5 milhões de pessoas que tentaram comprar ingressos para o Brasil. A tendência é que esse número possa até chegar próximo a 1 milhão de turistas. Trabalhando no número de 600 mil, se cada um gastar em torno de US$ 350 são direto US$ 3,3 bilhões durante os três dias da Copa, direto para o turismo.

 

O planejamento turístico para a Copa do Mundo, desde quando o Brasil recebeu o anúncio que sediaria, está satisfatório?

 

Em 2008 começou devagar, até porque faltavam muitos anos para a copa, mas fomos evoluindo, todo mês fazendo reunião, trazendo especialistas nas áreas de segurança, transporte, hotelaria, gastronomia para discutir cada um dos assuntos. Agora na reta final, não estamos mais no planejamento e sim na execução. Por exemplo, estamos hoje com 83 CTs [Centros de Treinamento], sendo que 38 estão no Estado. São Paulo poderia receber todas as seleções. Porque que é interessante ter um CT mesmo que não esteja escolhido? Porque ele fica no catalogo da FIFA, e esse catálogo que tem o hotel, o CT com aeroporto vai para mais de 200 países e a partir disso fica no consulado, embaixada, presidência, confederação, e o mais legal, fica em todas as operadoras internacionais de turismo que vendem Copa do Mundo. As maiores operadoras tem material do Brasil, que vai ficar como uma fonte para poder vender para os turistas que quiserem vir para o Brasil. Por isso que nos lutamos tanto para ter a maioria dos CTs.

 

O que a Copa deixará de legado para São Paulo?

 

O maior legado disparado é o midiático. Só na televisão, os 30 dias da Copa vão ser aproximadamente 27 bilhões de espectadores acumulados em 30 dias. É o maior evento midiático, que não teria como fazer uma promoção do Brasil, colocar o Brasil evidência com toda essa força. Sem contar todos os jornais, TVs, mídias sociais, rádios. Por exemplo, uma rede brasileira em outro país filmou os jogos da Copa, mas também a Savana na África, foram ver aquela comida diferenciada que tinha, foram ver museus. E aqui será a mesma coisa. Do ponto de vista de legado de infraestrutura, São Paulo em 90 % da hotelaria existente fez um tipo de reforma ou adiantou por causa da Copa. Além disso, por exemplo, a estação da Oscar Freire, ficaria pronta talvez para 2020, mas como vai ter a Copa, o ano que vem ficará pronto. Na região do Itaquerão será construída uma Fatec, um Fórum, uma Delegacia de Polícia, um SESC e um conjunto de lojas e restaurantes que depois da copa ficara na Zona Leste, onde não tinha nada. Então surge uma oportunidade para a população mesmo usufruir de tudo isso. E também uma parte de qualificação, porque quem for qualificado agora vai continuar atendendo bem, porque já foi qualificado.

 

O sorteio da Copa foi bom para São Paulo?

 

Sim, porque nos temos a abertura, que já é um marco. Vai ser maravilhoso porque historicamente a Inglaterra é o segundo ou terceiro país que manda mais turistas durante a Copa, em torno de 16 ou 18 mil. 50 mil uruguaios entraram na Argentina para a Copa América, será que 50 mil uruguaios não virão para o Brasil na Copa do Mundo? Vamos ter esse fluxo aumentado principalmente pelos nossos vizinhos. Depois teremos o jogo do Chile e Holanda, que também será uma festa. E mesmo o quarto jogo que é Bélgica e Coréia, será bom.Vai ter uma repercussão mundial da TV coreana para o mundo e principalmente o fluxo de coreanos que virão para São Paulo. E oitavas de finais para frente são sempre jogos bons.

 

O povo ficará seguro durante o Mundial?

 

No Pan-Americano do Rio você se sentia ultrasseguro. Além do contingente normal de Policia Militar, e da Policia Civil, entra Policia Federal e Exército que vão para a rua. Ficavam em cada esquina três caras com metralhadora na mão e não aconteceu um acidente nem nada e é isso que vai acontecer na Copa do mundo. Então toda essa estrutura agregada que vai ser criada vai permitir que a gente tenha um bom funcionamento e em uma cidade como São Paulo.

 

O Irã vai ficar em Guarulhos. O time ocupará 70% do Hotel Caesar Park. Guarulhos não perderá hospedes com isso?

 

Não, porque mesmo que você receba uma seleção pequena como o Irã, que vem mais para brincar, você tem toda a mídia de lá, todo o grupo de empresários. Então quando o hotel fecha para uma seleção não tem como ser ruim, porque o oriente médio inteiro vai estar cobrindo a seleção que está classificada. Vai ser o representante da comunidade muçulmana no mundo. Isso vai repercutir. E Guarulhos e a porta de entrada internacional. Tem uma oferta hoteleira muito boa lá. Fica muito próximo a Itaquera. Mesmo turistas que vão assistir jogos no Itaquerão, podem escolher Guarulhos. Então Guarulhos certamente vai ter uma ocupação excelente durante a Copa.

 

Guarulhos também já está preparado na questão da rede hoteleira?

 

Sim. Tem quase oito mil apartamentos. Mais que Cuiabá que é sede.

 

Essa proximidade com São Paulo ajuda?

 

Muito. No caso de Guarulhos, é a porta receptiva, vai ter tripulação de todos os países chegando que vai ter que ficar na cidade, vai ter mídia que vai precisar sair, ficar.

 

Guarulhos tem um sério problema de deslocamento. As ruas são pequenas. Existe muito congestionamento na Dutra. Será que terá um tempo hábil de resolver tudo isso até junho?

 

Guarulhos também é uma cidade corporativa. É uma cidade de negócios, parecida com São Paulo. Não tendo negócios, os hotéis, o fluxo e o comércio em relação de tudo o que acontece nas indústrias, vão estar parados. Vai tá totalmente parado. Não vai ter uma convenção de empresa. Então ele vai está liberado para poder fazer isso. Assim esse problema será minimizado, além de ser férias escolares e de o setor de transportes de cargas diminuir na época. Vai ter medidas sensitivas, por exemplo, os caminhões passar em horários dos jogos. Sai muito ônibus fretado de pessoas que moram em Guarulhos e trabalham em São Paulo. Não vai ter. Vai ter férias nas empresas. Nos jogos durante a Copa basicamente vai ser feriado. O fluxo dos jogos acontece fora do horário de pico. Então todas essas medidas em conjunto, fora a logística que está sendo pensada basicamente vai garantir que possa ter esse bom deslocamento.

 

O pessoal que fala: “Imagina na Copa” estava falando bobagem?

 

Sim. Ele tem uma visão pessimista. Nós do turismo estamos trabalhando com uma visão totalmente otimista, por isso nós falamos da mídia, legado, infraestrutura, fluxo de pessoas. Então, pensam muito negativo. Quem pensa positivo tem a oportunidade de crescer. Quantas pessoas tiveram a oportunidade de ter uma Copa do país. O nosso país que é pentacampeão vai ter. O mundo inteiro vai olhar para o Brasil. Está na hora do brasileiro ser otimista. Isso pode fazer com que o Brasil cresça. Esses eventos são a oportunidade de colocar na vitrine e e atrair muito mais investimentos para o Brasil.

 

FONTE: http://futeboleumpoucomais.blogspot.com.br/2014/01/presidente-da-abih-garante-sucesso-no.html


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